Clipes Gauchos

Luiz Marenco

Fronteiro de Alma e Pampa – Luiz Marenco e Leonel Gomez

Fronteiro de Alma e Pampa – Luiz Marenco e Leonel Gomez

    

IMDB: /10 Votos

Me chega um cantar de galo, na pampa Por taura o pingo encilhado, de cacho quebrado pra torear a vida Branqueia outra geada no campo no corpo, tenho o bichará Que me aquecerá, até empeçar a lida Me largo então ao tranco, do pingo E ouço o rangido de bastos que ao bater de cascos, se faz melodia Vou talariando ao tranco pra o campo guapeando na sina potreada De colear madrugadas e cinchar novo dia Sim, assim sou feliz na estância Torena com a aragem no rosto, do ...

“Ressábios” Luiz Marenco

“Ressábios” Luiz Marenco

    

IMDB: /10 Votos

Qualquer dia desses vou sentar a sombra De um tarumã copado que eu mesmo plantei Repensar a vida cuidar meus ressábios E fazer com gosto as coisas que eu sei Vou mandar embora tudo o que não serve E largar pro campo os de lombo judiado Vou bater as brasas e apertar o mate Só pra ver de longe quem tá do meu lado Quero ver se o tempo se acomoda um pouco Porque falta um tempo pra eu chegar no fim Só cuido da vida e mesmo assim me ...

Querência, Tempo e Ausência – Luiz Marenco e Orquestra Sinfônica de Porto Alegre “OSPA

Querência, Tempo e Ausência – Luiz Marenco e Orquestra Sinfônica de Porto Alegre “OSPA

    

IMDB: /10 Votos

Querência, Tempo e Ausência - Luiz Marenco e Orquestra Sinfônica de Porto Alegre "OSPA No cartão de procedência Pouco importa onde nasci Busquei rumo e me perdi Querência minha querência Desde então me chamo ausência Porque me apartei de ti Como um cavaleiro andante Das léguas que caminhava Sempre que me aproximava Dos sonhos correndo adiante Mas me sentia distante Daquilo que procurava Quem vira mundo não para Nem tão pouco desanima Há uma lei que vem de cima Na estrada do tapejara Tempo que nos separa É que mais nos aproxima Quem vira mundo não para Nem tão pouco ...

Romance do Pala Velho – Luiz Marenco

Romance do Pala Velho – Luiz Marenco

    

IMDB: /10 Votos

Uma vez fui na cidade Na maldita perdição Lá perdi meu pala velho Que me doeu no coração. Quando voltei da cidade Vinha com dor na cabeça Cheguei fazendo promessa Deus permita que apareça. Encontrei xirú do posto E não deixei de maliciar Que ele achou meu pala velho E não queria me entregar. Fui dar parte ao comissário Ficou prá segunda - feira Me levaram na conversa Se foi a semana inteira. Veja as coisas como são Como se forma a lambança Que pelo mal dos pecados Era o forro das crianças. Com este pala rasgado Passava campos e rios Com ...

Luiz Marenco –  Pra o Meu Consumo

Luiz Marenco – Pra o Meu Consumo

Luiz Marenco - Pra o Meu Consumo   têm coisas que tem seu valor avaliado em quilates, em cifras e fins e outras não têm o apreço nem pagam o preço que valem pra mim   tenho uma velha saudade que levo comigo por ser companheira e que aos olhos dos outros parecem desgostos por ser tão caseira   não deixo as coisas que eu gosto perdidas aos olhos de quem procurar mas olho o mundo na volta achando outra coisa que eu possa gostar tenho amigos que o tempo por ser indelével, jamais separou e ao mesmo ...

25º Sapecada da Canção Lages – O SILÊNCIO E A CAMPEREADA

25º Sapecada da Canção Lages – O SILÊNCIO E A CAMPEREADA

25º Sapecada da Canção Lages - O SILÊNCIO E A CAMPEREADA Recorro campo sozinho Nem carculo a quanto tempo Quando em quando um assoviozinho Se vai perdido no vento Quietude nestas jornadas E a alma não se machuca As vozes das invernadas Sem silêncio, não se escuta O arroio canta pra pedra Pra noite o grilo nochero O arado fala com a verga E a estrela com o caborteiro Campo tem voz de porteira De retoço da manada Tem vento que chama poeira E o mormaço, a manga d’agua Chuva no poço da sanga Rufar de pala de ...

Luiz Marenco – Sonho em Flor

Luiz Marenco – Sonho em Flor

Luiz Marenco - Sonho em Flor Faz tempo que eu madrugo versos quase sem querer Pra alma recordar seu jeito de não te esquecer... E trazer para o redor do fogo mais lembranças tuas Dessas que a gente, depois das luas, Cevava um mate pra amanhecer.. Parece até que o mesmo mate esqueceu seu gosto Depois que uma velha saudade repontou teu rosto... E um jeito que trazia o brilho de olhar moreno Chegou povoando meus sonhos pequenos Que tinham cismas de serem teus Ah! minha flor pequena... (dessas que nascem pelos ...

De Volta de Uma Tropeada – Luiz Marenco

De Volta de Uma Tropeada – Luiz Marenco

De Volta de Uma Tropeada - Luiz Marenco Das Três Bocas ao Itu quantas léguas que terá? Talvez a mesma distância do Itaó a Maçambará Me espera ali na cancela que a noite vai ser de lua E eu vou chegar ao tranquito esporeando a saudade tua Ao repechar o baixo fundo no costado da coxilha Vou me apear e colher pra ti uma flor de maçanilha Venho guloso de afeto peão de tropa e capataz De volta ao rancho que ergui há quarenta anos atrás "Me chamo leocádio ...

Luiz Marenco e Jari Terres Junior – Onde andará

Luiz Marenco e Jari Terres Junior – Onde andará

Luiz Marenco e Jri Terres Junior - Onde andará Onde andará a silhueta Desses antigos campeiros Que desenhavam saudades Na fumaça dos palheiros E madrugavam setembros Na voz clara dos braseiros Onde andará a manhanita Dos mates de gosto bueno Da encilha dos gateados Contraponteando o sereno E a humildade dos ranchos Guardando sonhos morenos Onde andará o verso claro Ponteado numa canção Que se espalhava em floreios Pelas tardes do galpão E matizavam campeiros Ao som da gaita e violão Onde andará a tarde longa Das ressolanas campeiras Onde a alma desses tantos Cruzava além da porteira Pra o mundo das invernadas Por ...

Grupo Mas Bah e Luiz Marenco – Meus Amores

Grupo Mas Bah e Luiz Marenco – Meus Amores

Grupo mas bah e Luiz Marenco - Meus Amores Entre os amores que eu tenho, O pingo, a china e o pago E esta guitarra que trago Das origens de onde venho E o poncho, toldo cigano, Que balanceia nas ancas Do pingo gateado ruano Malacara, patas brancas... No rancho sobre a coxilha Contemplando a várzea infinda Tenho a xirua mais linda Do que flor da maçanilha Deixo que a lua se estenda E o mundo fica pequeno Enquanto bebo o sereno Nos lábios da minha prenda Nesta tropeada reiúna A cãibra do freio é o norte E apenas ...