Clipes Gauchos

Walther Morais

Walther Morais – Aos Domingos

Walther Morais – Aos Domingos

Walther Morais - Aos Domingos Domingo de manhãzinha sento os recaus no gateado De crina e casco aparado o mundo é tudo o que eu quero Meu pala branco de seda bota negra, reluzenta E uma bombacha cinzenta de tudo que mais venero... Desta vida a gente leva nos encontros do cavalo Pechando e botando pealo coisas que faço me rindo Do bagual eu faço um pingo pra um andejar de aragano Que não tem dias do ano mais belos do que os domingos... Eu boto o pé no ...

Vaneira pra quem gosta – Walther Morais

Vaneira pra quem gosta – Walther Morais

Vaneira pra quem gosta - Walther Morais   Vaneira pra quem gosta - Walther Morais

Walther Morais – Passando o Mango na Morte

Walther Morais – Passando o Mango na Morte

Walther Morais - Passando o Mango na Morte A morte é uma potra xucra que não se amansa no mais G Um dia o vivente cai e vai pra dentro do chão, ...

Walther Morais – Saudade, Estância e Querência

Walther Morais – Saudade, Estância e Querência

Walther Morais - Saudade, Estância e Querência Um cantor gaúcho que lembra na estampa, os maiores caudilhos das revoluções. No jeito de cantar, os maiores cantores gaúchos da história e no jeito de ser, a simplicidade do homem do campo.  Sendo assim, Walther Morais é de fato, um caudilho da cultura gaúcha, um cantor que canta a vida gaúcha como poucos e, é, por si só, a imagem do gaúcho. Me parece ser um predestinado, a levar pela vida a fora, a ...

Walther Morais – Entrando no Bororé

Walther Morais – Entrando no Bororé

Walther Morais - Entrando no Bororé Lá vem o Vitor solito Entrando no bororé E um cusco brasino ao tranco Na sombra de um pangaré Chapéu grande, lenço negro Jeitão calmo de quem chega Na tarde em tons de aquarela Lembra um quadro do Berega Um flerte troteando alerta Bufa e se nega pra os ladosE uma perdiz se degolaNo último fio do alambradoApeia na cruz da estradaE o seu olhar se enfumaçaSaca o sombreiro em silêncioPor respeito à sua raça Lá vem o Rio Grande à cavaloEntrando no bororéLá vem ...

Walther Morais – Coisas do Mundo de Peão

Walther Morais – Coisas do Mundo de Peão

Walther Morais - Coisas do Mundo de Peão Tem tanta coisa parceiro neste meu mundo de peão Que além de serviço e lida vira farra e diversão Gosto de bicho maleva que veiaqueia e dispara Só pra sair abrindo o peito dando de pala na cara Também me agrada um bagual desses que só por cacoete Se embodoca e sai bufando pras esporas do ginete Gosto do mundo de peão na pampa verde e amarela De cortar um matambre gordo um granito uma costela E golpear um trago de ...

Walther Morais e Nilton Ferreira – Pêlos

Walther Morais e Nilton Ferreira – Pêlos

Walther Morais e Nilton Ferreira - Pêlos Recrutando a potrada Por as varas da mangueira No bate patas do campo Só ficam vultos e poeira São gritos de bamo cavalo Toca, toca êra, êra São gritos de bamo cavalo Toca, toca êra, êra Entre potros que amansei que sentei meu lombilho Foram baios e ruanos sebrunos e doradilhos Já quebrei muitos tubianos alazão preto e tordilho De vinagre até o negro todos pêlos eu encilho Gateados e lubunos zainos também domei Um rosilito prateado em malacaras andei São gritos de bamo cavalo Toca, toca êra, êra São ...

Walther Morais – El Cardal

Walther Morais – El Cardal

Walther Morais - El Cardal Dom emilio solanet campeou pelas tolderias uma tropilha selvagem pra formar sua monarquia no vales da patagônia, no rigor de uma estação pastava livre uma eguada com a marca do coração. era a famosa tropilha, formosura de uma estampa do cacique dom juan, figura antiga da pampa. e assim nasceu a legenda da argentina el cardal que foi ganhado o brasão na seleção natural. com a égua mata cardal abana o pala por graça dom emilio bem montado na grande mãe de uma raça. e pra ...

Walther Morais – Tordilho Negro

Walther Morais – Tordilho Negro

Walther Morais - Tordilho Negro Aquele trodilho negro Que a muito tempo domei Na estancia do paredão Um certo dia voltei Fui atender o chamado Da moça que a flor ganhei Pra chegada ter mais brilho Eu fui no mesmo tordilho E as tres da tarde cheguei A fazenda embandeirada De muito longe avistei Um peão pra abrir a cancela Meti o tordilho e cruzei A linda moça na porta Falou pro pai escutei Vem chegando o domador Aquele que eu dei a flor E agora me apaixonei Descí do tordilho negro E a mão da moça apertei Num aperto de ...

Walther Morais – Rebeldia

Walther Morais – Rebeldia

Walther Morais - Rebeldia Alcei a perna numa bragada "veiaca" que quando me pegou, o corpo quase de riba me saca. Mas do meu jeito, montei de pala atirado, e quando amanheço aluado , nem o demônio me ataca. De queixo duro, coiceiro e manoteador as estâncias estão povoadas, na escassez de domador. Tropilhas buenas, riqueza de sangue e raça, mas onde a doma não passa, o pingo perde o valor. Esta é a minha sina, de lidar c'oa rebeldia. Repassando os mal-domados, tirando balda ...