Clipes Gauchos

Galgo Penarol – Cezar Oliveira e Rogério Mello

Cezar Oliveira e Rogério MelloLuiz Carlos Borges

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.Galgo Penarol – Cezar Oliveira e Rogério Mello

Quem é de Lavras se lembra do meu galgo Peñarol Baio, brasino, bragado, olhos gateados de sol. Quando meu galgo arrancava com o lombo que era um anzol Bicho que fizesse rastro saía do campo vasto Pro dente do Peñarol. Me regalou Gim Pinheiro de lá de Tacuarembó. Era um filhote franzino, magrinho que dava dó Quem ia dizer que aquilo fosse empurrar mocotó. Ganhar dezoito carreiras e os galgos desta fronteira Entupir os olhos de pó. Lebrinha de pêlo fino, sorrito do pêlo grosso Depois de ele botar o olho não tinha muito retoço. Cruzava dos outros galgos que nem dos cachorros “grosso”.

Quadrava o corpo pra o lado, cortava de atravessado E juntava atrás do pescoço .Um dia o Cássio Bonotto, proseando e tomando um trago Me contou de um sorro baio que havia lá por Santiago. Corria mais que os cachorros, vivia fazendo estrago De tanto comer cordeiro já nem botavam carneiro Nas ovelhas deste pago. Eu disse pra este amigo: mês que vem vou na tua casa Me espera com uma de vinho e um chibo em cima da brasa. O Peñarol vai na piola porque ele não perde vaza , Te garanto que o tal sorro pra escapar do meu cachorro Só que entoque ou crie asa. Cheguei no dia marcado, tinha gente até de farda,

Nunca vi tanto gaúcho, nunca vi tanta espingarda. Diziam: o sorro é bruxo cruzado com onça parda Eu disse: deixem comigo! Quem tem medo do perigo Que espere na retaguarda . Quando batemos no rastro vi que o bicho era escolado Fez que ia pra coxilha e respingou rumo ao banhado

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